Brasil negocia acordo de preferência tarifária com andinos
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quarta-feira, 23 de junho de 1999
Por Gecy Belmonte 
Brasília, 24 (AE) - Técnicos brasileiros e da Comunidade Andina (CAN) devem encerrar amanhã as negociações em torno de um acordo de preferências tarifárias entre o Brasil e os países andinos (Venezuela, Equador, Colômbia e Peru). O acordo permitirá reduções no Imposto de Importação de até 100% nas transações comerciais que forem feitas entre empresas brasileiras e andinas para cerca de três mil produtos, incluindo as áreas têxtil, eletroeletrônica, agrícola e siderúrgica entre as principais.
As negociações finais em torno do acordo vêm sendo realizadas desde a última segunda-feira entre técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e do Itamaraty e representantes dos países andinos. Até esta quinta-feira já havia consenso sobre quase 80% da lista de produtos que terão as tarifas reduzidas, segundo uma fonte do Ministério do Desenvolvimento. Um dos setores onde havia dificuldade em chegar a um entendimento era o do aço, devido a sua complexidade, segundo esta mesma fonte.
O governo brasileiro e os países andinos têm pressa em encerrar os entendimentos, porque no próximo dia 30 acaba o prazo de vigência de antigas preferências tarifárias que foram fechadas país-a-país no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). Em função dessa premência, o novo acordo terá validade de um ano, sendo que durante este período serão aprofundadas as negociações visando a realização de um acordo definitivo. Antes de decidir fechar um acordo individual com os andinos, o governo brasileiro tentou uma negociação no âmbito do Mercosul. Acabou, no entanto, desistindo, diante da falta de interesse dos demais parceiros do bloco, e optando pelo acordo bilateral, a exemplo do que fizeram seus demais parceiros - Argentina, Uruguai e Paraguai.


