Foz do Iguaçu O comerciante libanês naturalizado paraguaio Assad Ahmad Barakat, 35, preso em Foz do Iguaçu em junho do ano passado sob acusação do governo do Paraguai de apoiar terroristas, sofreu nova derrota jurídica na tentativa de travar o processo de extradição ao país vizinho.
Ele teve seu pedido de refúgio no Brasil negado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Os membros do organismo indeferiram a solicitação, no último dia 19, por considerar que ela não se ''não se enquadra no conceito de refugiados Lei 9.474, de 1997'', que regula a matéria. Segundo a lei, refugiado é a pessoa que é obrigada a fugir do seu país em decorrência de discriminações e intolerâncias étnicas, religiosas, culturais e políticas. O Conare não viu essas condições no pedido de Barakat.
Barakat pode ainda recorrer ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Caso sofra nova derrota, deve ser extraditado, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 19 de dezembro de 2002. Sua prisão aconteceu no dia 22 de junho de 2002, em Foz, a pedido do STF após análise preliminar do caso. A polícia paraguaia teria encontrado, na loja dele em Ciudad del Este, fitas de vídeo com supostos treinamentos de terroristas e documentos que comprovariam envio de dinheiro ao Hezbollah.
Barakat nega as acusações e diz ser vítima de um complô dos concorrentes comerciais. Sobre as fitas, disse serem gravações normais transmitidas por TVs árabes e frisa que o Hezbollah é um partido legalizado no Líbado, mas acusado pelos EUA de atos terroristas.

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