'Brasil não pode ver mais privatizações como a da Cesp-Tietê', diz economista
Brasília, 28 (AE) - O economista do Instituto Atlantic Paulo Rabello de Castro, durante seminário promovido pelo Instituto Tancredo Neves (ITN), do PFL, disse há pouco que o Brasil não pode ver mais privatizações como a de ontem (27), referindo-se à venda da Cesp-Tietê. Segundo ele, a privatização "foi fracota", pois só teve resultado por causa do financiamento oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Esse ciclo está esgotado, está na hora de dar a vez a empresas nacionais", disse o economista, ressaltando que essa posição é pessoal, e não do PFL, ou mesmo do Instituto Atlantic. Para Castro, não faz sentido conceder privilégio a empresas estrangeiras. O correto, disse o economista, é dar condições iguais de competição para os investidores nacionais e os estrangeiros. Ele também defendeu a democratização das privatizações, por meio de uma participação maior da população no processo de venda. "Precisamos ter uma privatização verdadeiramente democrática e popular", disse. Ele também defendeu uma maior capitalização do que ele chamou de fundos previdenciários, que, segundo ele, pagam hoje uma rentabilidade muito baixa, de 3% ao ano. Segundo o economista, uma rentabilidade entre 8% e 8,5% ao ano seria adequada e resultaria, ao fim de 25 anos, para uma aplicação de R$ 6 mil, um rendimento de R$ 48 mil. "Uma casa para cada brasileiro", disse.





