O Brasil bateu o recorde na reciclagem de latas de alumínio para cervejas, refrigerantes, sucos e isotônicos. Foram reciclados 78% do total consumido no ano passado, ou seja, 102,9 mil toneladas de embalagens voltaram ao ciclo de produção. Houve crescimento de 19% na coleta e captação ante 1999, quando foram recicladas 86 mil toneladas de latas. Os dados foram divulgados ontem pela pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
Com este índice o Brasil se mantém entre os países que mais reciclam latas de alumínio no mundo e poderá se tornar o campeão mundial, dependendo da divulgação do índice do Japão (que foi de 79% em 1999), o que deverá acontecer em meados deste ano.
Os Estados Unidos, pioneiros na reciclagem de latas de alumínio, atingiram 63% em 1999. ‘‘A taxa brasileira reflete o trabalho constante que vem sendo feito na última década para divulgação dos benefícios socioeconômicos proporcionados pela reciclagem, no engajamento de diferentes camadas da sociedade brasileira e no crescimento da consciência ambiental’’, afirma o coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal, José Roberto Giosa.
Outro fator que tem impulsionado o índice, segundo ele, é o valor residual das latas de alumínio como sucata. Por exemplo, um quilo de latas de alumínio usadas vale hoje para os catadores cerca de 15 vezes mais do que um quilo de plástico, ou dez vezes mais que a mesma quantidade em papel.
Atualmente, mais de 16 mil escolas e instituições de todo o País estão cadastradas em programas permanentes de reciclagem de latas de alumínio.
Além das latas, a indústria brasileira do alumínio recicla diversos produtos finais, como perfis de janelas, blocos de motores, panelas e utensílios domésticos, chapas de decoração, entre outros. ‘‘A exemplo da lata, todos os produtos de alumínio são infinitamente recicláveis’’, diz Giosa.

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