BRASÍLIA - De dezembro de 1996 a fevereiro, o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), do Ministério da Saúde, recebeu 9.709 novas notificações sobre pessoas contaminadas com o vírus da Aids, elevando para 103.262 o total de casos registrados no Brasil. ‘‘Foi uma explosão de notificações no último trimestre’’, informou ontem o coordenador do programa, Pedro Chequer.
Segundo o coordenador, a lei que tornou obrigatória a distribuição gratuita da terapia combinada e outros remédios nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal causa do aumento do número de notificações sobre casos de Aids. Todas as pessoas que procuraram um hospital conveniado ao SUS para receber o tratamento entraram na estatística dos infectados pelo vírus HIV. Outro fator que contribuiu, de acordo com o coordenador, foi o ‘‘trabalho da vigilância sanitária no resgate de notificações’’.
Chequer garantiu que a ‘‘explosão’’ de casos não é alarmante, ou seja, não significa de forma alguma que a doença esteja fora de controle no País. Uma prova deste raciocínio é o fato de grande parte das notificações se referir a pessoas que contraíram o vírus há mais de uma década. A estatística do último trimestre engloba casos que ocorreram no período de 1985 a 1997. Para o coordenador, há uma tendência à estabilização da doença no Brasil, sem detalhar, porém, quais seriam os motivos que contribuíram para isso.

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