Brasil já realizou 10.920 transplantes
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terça-feira, 24 de maio de 2005
Equipe da Folha 
Curitiba O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. A informação é da Agência Saúde, ligada ao governo federal. Nos dois últimos anos, o país apresentou um crescimento recorde do número de procedimentos realizados.
Dados do Ministério da Saúde apontam aumento de 36,1% entre os anos de 2002 e 2004, quando o Brasil atingiu a marca de 10.920 transplantes. Em 2002, foram realizados 7.981 procedimentos.
De janeiro a março deste ano, dados preliminares já apontam um total de 2.500 transplantes, em todo o país. Neste primeiro trimestre, o Paraná já realizou 109 transplantes, ocupando, hoje, o sétimo lugar. Mas se alcançar os números dos últimos três anos, a posição paranaense no ranking deve melhorar. Em 2002 foram feitos 666 transplantes no Paraná, ficando atrás apenas de São Paulo. Em 2003 foram realizados 631 procedimentos, ficando em quarto lugar. Em 2004 foram 735 transplantes, também permanecendo em quarto lugar.
No nosso Estado, o transplante de córneas é o mais realizado. Segundo a Agência Saúde, é o justamente o procedimento que mais cresceu, registrando um um aumento de 52,6% (de 3.496, em 2002, para 5.335, em 2004).
Com relação ao número de doações, o desempenho também foi positivo. Em 2004, foram 1.408 doações, 18% a mais que em 2003, quando foram realizadas 1.183. Ainda segundo a agência, o governo pretende, até 2007, zerar a fila de espera por uma córnea e reduzir à metade as filas por medula óssea e órgãos sólidos (rim, coração, pulmão, pâncreas e fígado). Mais de 61 mil pessoas esperam hoje por um órgão/tecido no Brasil. As metas de redução levam em consideração o número de pessoas na fila e uma expectativa dos novos pacientes que surgirão nos próximos anos.
Entre os investimentos que o Ministério da Saúde vem realizando na área de transplantes, destaca-se a criação da primeira rede de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário do Brasil. A rede foi criada no dia 24 de outubro de 2004 e já realizou, com sucesso, seis transplantes com sangue de cordão brasileiro. Dois dos dez bancos que comporão a rede já estão em funcionamento: o do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro (RJ) que o é primeiro do país e o banco do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP).
Para coletar amostras de sangue de cordão umbilical capazes de representar toda a diversidade étnica brasileira, as dez unidades da Brasilcord estão sendo instaladas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Quando todo a rede estiver em funcionamento 100% da diversidade biogenética dos brasileiros estará representada. Isso quer dizer que quase a totalidade dos pacientes poderá encontrar aqui mesmo, no Brasil, doadores compatíveis para a realização do transplante de medula óssea.


