Brasil irá produzir urânio enriquecido para Angra 1 e 2
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A partir de março o Brasil começa a produzir urânio enriquecido para ser usado como combustível pelas usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em Angra dos Reis, no RJ. Com um enriquecimento diverso, ele é usado para a fabricação da bomba atômica. Até 2007, o País deve ter condições de substituir 55% do que é consumido pelas usinas nucleares e economizar US$ 11 milhões dos US$ 20 milhões gastos hoje pelo governo para enriquecer o urânio brasileiro na Inglaterra.
O projeto está sendo desenvolvido em conjunto pela Marinha e pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. A Marinha foi a responsável pelo desenvolvimento das ultracentrífugas que transformam o urânio, e a filial do INB em Resende (sul do RJ) será a sede das máquinas e responsável pela produção. Os testes do equipamento foram iniciados ontem, com uma cerimônia de inauguração que reuniu representantes do ministério e da Marinha.
O projeto custou R$ 140 milhões ao ministério. Além de representar economia para o País, ele é considerado um marco porque o Brasil conseguiu desenvolver sua própria tecnologia de construção dessas ultracentrífugas. ''Foi um avanço que tem que ser festejado. Toda a tecnologia e material é nossa'', afirma Ronald Araújo da Silva, diretor de Produção de Combustível Nuclear do INB.


