Brasil inicia plano contra doenças crônicas
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Um plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil para este ano até 2022 deve ser ratificado nos próximos dias. A medida foi anunciada ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante abertura de um fórum nacional que debate o assunto em Brasília (DF). As doenças crônicas são responsáveis por 70% dos óbitos registrados no País. O plano elaborado pelo Ministério da Saúde conta com a colaboração de institutos de pesquisa, membros de ONGs da área da saúde, entidades médicas e associações de portadores de doenças crônicas.
Segundo especialistas, as doenças que mais matam hoje no Brasil são as cardiovasculares, o câncer, as respiratórias crônicas e o diabetes mellitus. O enfrentamento dessas doenças é também uma preocupação mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade.
O ministro explicou que a ideia é trabalhar junto com Senado, a Câmara dos deputados e demais entidades para que seja feito um trabalho de enfrentamento ao problema que acomete o país. ''Hoje sabemos que 50% dos homens e 48% das mulheres estão acima do peso e pelo menos 15% são obesos. Vamos atuar com políticas que estimulem a atividade física, principalmente entre as crianças e adolescentes. Também queremos atuar de forma conjunta com indústrias de alimentos para atuar na redução do sódio, gordura total, etc. Além disso vamos estimular cada vez mais campanhas para alimentos saudáveis'', disse.
Entre alguns dos objetivos do plano estão: a redução dos índices de obesidade em crianças e adolescentes; aumentar o consumo de frutas e hortaliças; aumentar a cobertura de mamografia em mulheres entre 50 a 69 anos, reduzir a prevalência de tabagismo em adultos, além de aumentar impostos de produtos como cigarros, etc. O plano visa preparar o país nos próximos dez anos para enfrentar e deter as DCNT; dentre as mais comuns: acidente vascular cerebral, infarto, câncer, diabetes, doenças respiratórias crônicas.
''O Brasil é o país com a maior elevação na taxa de expectativa de vida no mundo, nenhum pais aumentou tanto a sua expectativa de vida como o Brasil nos últimos. A ascenção com hábitos saudáveis é fundamental nesse momento'', reforçou Padilha.


