Brasil garante legitimidade de licitação para o projeto Sivam
Brasília, 23 (AE) - O governo brasileiro assegura que foi absolutamente legítimo o processo de licitação da instalação do sistma de vigilância da Amazônia, o projeto Sivam, e por isso mesmo não vai rever o processo em função das denúncias de espionagem industrial que poderia ter beneficiado a Raytheon.
"Do ponto de vista do governo, não há irregularidade", informou hoje o porta-voz da Presidência, Georges Lamazire. Ele lembrou que a Raytheon ganhou a licitação com base em um critério técnico-comercial. "Ganhou a melhor proposta", avisou o porta-voz, após comentar que a licitação aconteceu durante o governo do ex-presidente Itamar Franco.
Segundo ele, todas as ilações surgidas na época foram examinadas pelo Congresso, que nada encontrou deerrado no processo. "Por enquanto, é só uma matéria de jornal", resumiu o porta-voz, encerrando o assunto.
No ministério da Defesa, a reação foi parecida. Para o ministro Geraldo Quintão, a Raytheon ganhou porque apresentou a melhor proposta.
Na aeronáutica, o relatório denunciando a suposta espionagem foi visto como fruto de uma disputa comercial entre empresas de dois países em que o Brasil não vai se envolver. O coronel Paullo Esteves, da comissão de instalação do Sivam, disse que a denúncia é uma novidade e que, da parte do governo, não há medidas a serem tomadas. "A proposta norte-americana foi a mais vantajosa", frisou o coronel.
Paullo Esteves insistiu que a licitação foi absolutamente legítima e que o processo foi exaustivamente examinado. "Tudo foi passado a limpo", declarou.
O coronel acrescentou que se houvesse qualquer indício de suspeita, certamente teria sido divulgado. Segundo ele, o Sivam está em andamento, com mais de 50% do projeto instalado, seguindo todas as regras estabelecidas pela concorrência.





