Brasil evolui, mas ainda é um dos últimos em educação
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quarta-feira, 04 de dezembro de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - Dos 65 países avaliados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) de 2012, o Brasil ocupa a 58º posição. A prova é aplicada a cada três anos para alunos de 15 anos dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), considerados de Primeiro Mundo, e outros países convidados, como o Brasil, que participa desde 2000. As áreas do conhecimento avaliadas são Matemática, Ciência e Leitura. A cada edição do exame, uma área é enfatizada, sendo que, nesse último, Matemática foi o foco.
Neste período, o País passou da média de 368, em 2000, para 402, em 2012; um aumento de 34 pontos. No entanto, de 2009 para 2012, a evolução na média geral foi de apenas 1 ponto. Na última avaliação, participaram 18.589 estudantes brasileiros de 767 escolas. Junto com Turquia, México, Chile, Portugal, Hungria, Eslováquia, Polônia e Cazaquistão, o Brasil aparece no relatório como um dos países com contextos socioeconômicos mais desafiadores. Entre todos esses países listados, contudo, é o que está em último lugar(veja infográfico).
Apesar de ocupar as últimas colocações no ranking, o Ministério da Educação comemorou o resultado da avaliação. A evolução dos estudantes brasileiros, mesmo mantendo o País no final da lista, foi a maior entre os 65 avaliados. "O Brasil foi o primeiro colocado em evolução de desempenho em Matemática. Nós fomos o país em que mais os estudantes evoluíram nesta década", celebrou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que considerou o resultado "uma vitória".
O ministro destacou ainda que o Brasil aumentou o número de estudantes de 15 anos - faixa avaliada pelo Pisa - em sala de aula, com a taxa de atendimento passando de 65% para 78%. Comentou também que o País avançou nos resultados mesmo tendo um investimento por aluno muito abaixo da média da OCDE. "Em 2010, o Brasil investiu US$ 2.571,00 por aluno do ensino médio, enquanto a média na OCDE é de US$ 9.014,00. Estamos nos comparando com países que investem muito mais em educação do que o Brasil."
Gerente de projetos estratégicos do movimento Todos pela Educação, Andrea Bergamaschi salientou que, apesar da evolução tímida, o aumento de pontuação merece destaque. "É preciso observar que foi grande o acesso e permanência das crianças na escola neste período. Mas o desafio ainda está em melhorar os alunos no patamar de baixa performance, o qual deixa a média represada. Existe uma desigualdade entre notas: 67% deles têm o pior desempenho contra apenas 1%, que estão no nível máximo", explicou.
Segundo Andrea, é preciso investir, sobretudo, nos alunos que apresentam dificuldade. "Não basta só ingressar e permanecer, é preciso aprender. Grande parte desses alunos está inserida em condições de vulnerabilidade. Se não houver uma política de compensação, sempre vão ficar em desvantagem na mobilidade social", afirmou, complementando que a escola de qualidade deve dar as mesmas oportunidades, independentemente da localização geográfica. (Com Agência Estado)

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