Rio, 29 (AE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, aproveitou sua participação na Cimeira para fechar um importante acordo com o governo brasileiro. Com economia movida pela na extração e exportação de petróleo, a Venezuela considera a abertura do setor no Brasil uma oportunidade de fortalecimento do mercado, com a futura criação da Petroamérica, que uniria também Equador, Bolívia e México.
Por enquanto, o protocolo de intenções assinado hoje pelos presidentes da Petrobrás, Henri Phillipe Reichstul, e da Petroleos de Venezuela SA (PDVSA), Hector Ciavaldini, prevê apenas o estudo, pelos próximos seis meses, de áreas de atuação comum e o desenvolvimento conjunto de projetos.
"A formação da Petroamérica é essencial", defendeu Chávez, falando sobre a idéia lançada em 1995. A proposta de criação de uma nova empresa, porém, é tida ainda como prematura. "Vamos estudar projetos em comum", resumiu Reichstul.
Para o ministro da Energia do Equador, René Ortiz, a vantagem do acordo seria uma decisão comercial que levasse à futura fusão das empresas para permitir a competição no mercado das gigantes petrolíferas. "A fusão é o caminho adotado pelas grandes petrolíferas em todo o mundo",diz Ortiz.
Segundo Chávez, que propôs a assinatura do protocolo ao presidente Fernando Henrique Cardoso durante a Cimeira, estão entre as áreas onde estão sendo estudados acordos: comercialização e distribuição de derivados; gás natural; refino e comercialização em outros países utilizando óleo extraído no Brasil e na Venezuela.
Além do acordo com a PDVSA, a Petrobrás assina, nesta Sexta-feira, a primeira grande parceria com empresas do setor privado. A associação, para produção de petróleo na Bacia de Campos (RJ), envolverá Exxon (Esso), Shell e Texaco e tem investimento previsto de mais de US$ 1 bilhão. Com a parceria, a estatal inicia, segundo Reichstul, uma nova fase de atuação no Brasil.

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