Brasil e Uruguai não chegam a acordo sobre comércio de leite
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Raquel Massote 
Belo Horizonte, 05 (AE) - Representantes do Brasil e Uruguai da cadeia produtiva de leite ainda não definiram a proposta definitiva que evitaria a aplicação de taxações compensatórias por parte do governo brasileiro em função da prática de dumping. Em reunião que durou toda a manhã de hoje na sede da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), os uruguaios decidiram encaminhar os argumentos apresentados pelos brasileiros e marcar nova reunião no Brasil para definir o acordo.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Leite da Comissão Nacional de Agricultura (CNA), Paulo Roberto Bernardes, as possibilidades de acordo incluem preços, o estabelecimento de cotas de exportação, da mesma forma como foi feito com o setor de calçados, e ainda a eliminação de barreiras sanitárias, que vigoram em alguns países membros do Mercosul, e impedem a entrada do produto brasileiro nestes países. Segundo Bernardes, os países citados na investigação antidumping empreendida pelo governo brasileiro (que incluem também a Argentina, Austrália, Nova Zelândia e União Européia) conseguiram a dilatação do prazo
até o dia 10 de novembro, para entregar um questionário sobre as vendas de leite e derivados ao Brasil.
"Os uruguaios estão preocupados porque dependem do comércio com o Brasil", informou Bernardes revelando que uma reunião com representantes da Argentina também deverá ser realizada. O Uruguai é responsável por 20% das exportações totais de leite para o Brasil e a Argentina possui uma participação de 60%.


