Brasil é principal rota de saída da cocaína da Bolívia
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quarta-feira, 01 de junho de 2011
Agência Estado 
A maior parte da cocaína que entra no Brasil vem da Bolívia, atualmente o terceiro maior produtor mundial da droga. Os governos dos dois países avaliam que 60% do volume produzido em território boliviano - 110 toneladas, segundo a ONU - saia de lá pela vasta região fronteiriça (3,4 mil km) com o Brasil.
Isso não significa que o mercado consumidor final da cocaína boliviana seja o brasileiro. Especialistas avaliam que, embora o consumo tenha aumentado (900 mil usuários brasileiros) e o país seja o maior consumidor da droga na América do Sul, o Brasil ainda é considerado uma rota para escoamento da produção, por sua extensão e localização geográfica.
Para aumentar o controle e combater o tráfico na região, Bolívia, Brasil e Estados Unidos devem fechar, em breve, um acordo trilateral que inclui financiamento de compra de equipamentos, capacitação policial e vigilância aérea por meio de aviões não tripulados.
Rotas
Apesar das atenções voltadas à Bolívia, o Brasil continua sendo usado como rota alternativa para a saída da cocaína produzida pela Colômbia (maior produtor mundial, segundo a ONU, com 410 toneladas em 2010) e pelo Peru (segundo colocado no ranking, com 300 toneladas produzidas).
O Equador também se transformou em um importante país-trânsito. O governo dos Estados Unidos estima que 220 toneladas de cocaína passem por ano pelo território equatoriano.
Apesar da ação dos governos, cooperação entre polícias e estratégias planejadas, a América Latina continua sendo um polo produtor e distribuidor. Para o sociólogo colombiano Ricardo Vargas, as ações coordenadas entre os países não tocam em um dos pontos centrais: o combate à corrupção.
O sociólogo acrescenta que as pesquisas e dados oficiais também não explicam o fato de o mercado consumidor estar aumentando, tanto no Brasil como na Europa. "Se mais gente consome, é porque as drogas continuam chegando", adverte Vargas.
Com informações da BBC Brasil.


