Rio, 15 (AE) - O presidente da Agip no Brasil, Rocco Valentinetti, informou hoje que o Brasil ocupa o "primeiro posto" na lista de novos investimentos que a multinacional italiana pretende realizar - fato demonstrado pela oferta de R$ 134,162 milhões feita para ganhar o bloco 4 da Bacia Marítima de Santos (SP), a maior dada até o fim da tarde no leilão.
A Agip, que também arrematou o bloco 3 da Bacia Marítima de Campos, em sociedade com a Petrobrás e a YPF, já lidera o mercado de gás liquefeito no País, e recentemente, comprou a a SP Distribuidora.
Valentinetti informou que a empresa deve associar-se a outras companhias para a exploração da área de Santos, e já procurou a Petrobrás com este objetivo. "A Petrobrás é a parceira ideal no Brasil, porque tem os dados, os técnicos e a infraestrutura", explicou.
O presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul, não quis comentar o fato. "Não vou negociar isto pela imprensa", justificou.
Segundo Valentinetti, a Agip está aberta à associação com outras companhias, mas neste caso, vai esperar propostas, em vez de oferecê-las. Ele contou que o ideal é que a empresa participe de 30% do investimento em Santos, como operadora. "Não vamos trabalhar sozinhos, queremos cortar risco e dinheiro", informou o presidente da Agip.
A expectativa inicial da empresa é descobrir óleo em Santos, onde já houve perfurações de alguns poços, ao contrário do bloco de Campos, em que ainda não houve nenhuma prospecção.
Segundo Valentinetti, a previsão de investimentos no País, feita pela empresa, não leva em conta a possibilidade de mudança na política tributária para o setor petrolífero - condição imposta por outras empresas estrangeiras para investir. "Nossa política não é mudar a legislação dos países nos quais ingressamos", afirmou.
A multinacional também tem investimentos na áfrica, Estados Unidos e outros países sulamericanos, como Colômbia e Venezuela. Valentinetti justificou o alto lance dado pela companhia para a área de Santos pelo temor de que houvesse forte concorrência neste leilão. "Confesso que estava com medo de aparecer uns cinco concorrentes", disse.

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