Brasil é plataforma para Laufen crescer nas Américas
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terça-feira, 13 de julho de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 14 (AE) - O diretor-executivo do Grupo Laufen, proprietário das indústrias de louças sanitárias e revestimentos cerâmicos Incepa, Celite e Logasa, Ueli Roost, disse hoje, em Curitiba, que as fábricas instaladas no Brasil são a "plataforma" para que o grupo se torne líder no mercado de louças sanitárias nas Américas nos próximos três anos. Hoje, a Laufen produz 8 milhões de peças no Brasil, detendo 54% do mercado nacional e 26% da América do Sul, mas é fraca nos Estados Unidos.
Em revestimentos cerâmicos, a Laufen, que tem sede na Suíça, fica com 7% dos US$ 2 milhões movimentados pelo setor nos Estados Unidos, enquanto no Brasil a participação é de 3%. Uma das estratégias para aumentar a participação no mercado brasileiro é a instalação de lojas próprias em lugares onde é mais difícil a chegada dos produtos por meio de revendas.
De acordo com Roost, 25% da produção de revestimento cerâmico foi destinada à exportação em 1998. Para este ano, a expectativa é chegar a pelo menos 40% da produção. Em louças, o volume exportado ficou entre 5% e 6%. A expectativa é que o volume suba para cerca de 15% a 20%, fazendo com que, na média, as exportações do grupo atinjam 30%. "Temos aqui uma excelente plataforma para reforçar a nossa já forte posição no Brasil e crescer no continente americano", disse.
À frente do grupo há um ano, Roost promoveu uma reengenharia na Laufen, vendendo as unidades de porcelana e cerâmica pesada, centrando as forças em louças sanitárias, com 10 fábricas próprias, das quais quatro no Brasil, e em revestimentos cerâmicos, com cinco fábricas, duas delas brasileiras. "O Brasil e as Américas são claramente o foco central do grupo Laufen", disse. As duas unidades que permaneceram após a reestruturação faturaram 712 milhões de francos suíços em 98. Para este ano, prevê-se um aumento de 8%.
Segundo Roost, a reengenharia permitiu uma redução em quase 50% no capital empregado, conseguindo-se o mesmo nível de venda. "Isso leva a um retorno sustentável de capital e lucratividade maior", disse. Em consequência, o endividamento líquido do grupo diminuiu em 60% no prazo de um ano, estando hoje em 233 milhões de francos suíços. "Estamos fazendo a nossa lição de casa, concentrando-nos em serviço ao cliente, melhor uso da capacidade e maior lucratividade", afirmou. "Só empresas fortes vão sobreviver no mundo e nós queremos ser uma delas."


