Brasil e Paraguai aderem a acordo antitabaco da OMS
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Agência Estado 
Genebra - O Brasil foi um dos primeiros países a assinar a Convenção Internacional de Controle do Tabaco, na sede na Organização Mundial da Sa© úde, em Genebra, na Suíça. Com a adesão oficial, ontem, o governo brasileiro se compromete a tomar medidas como o aumento do preço do cigarro, o combate ao contrabando e o controle da venda e publicidade do produto.
Além do Brasil, outros 27 países aderiram à Convenção de Controle do Tabaco no primeiro dia em que o acordo esteve aberto para assinaturas. Para que a Convenção entre em vigor serão necessárias 40 adesões, marca que a OMS pretende atingir até o final do ano. Além disso, os parlamentos desses 40 governos precisarão ratificar o texto para que ele se torne lei.
A agência de saúde da Organização das Nações Unidos (ONU) acredita que se o tratado for adotado em todo o mundo, o número de fumantes poderá ser reduzido de forma significante nos próximos 30 anos. Atualmente, 1,2 bilhão de pessoas fumam. Com as medidas de controle previstas, o número poderá cair para 900 milhões até 2030. No total, 5 milhões de pessoas morrem todos os anos por doenças causadas pelo cigarro e o tratado obrigaria países a estabelecerem leis que impeçam vendas a menores e marketing fora dos locais de comercialização do produto.
Na América Latina, apenas o Brasil e o Paraguai aderiram ontem. A OMS alerta, porém, que o Brasil terá que elevar os preços dos cigarros. Estudos apontam que o produto é vendido no Brasil por um dos mais baixos valores em todo o mundo.
Para organizações não-governamentais (ongs), se os Estados Unidos, Japão e Alemanha não assinarem o acordo, pelo menos um terço dos fumantes em todo o mundo não serão afetados pelo tratado negociado nos últimos três anos em Genebra.


