O Brasil só fica atrás dos Estados Unidos no número de procedimentos cirúrgicos que visam a redução do estômago, conhecidos como cirurgias bariátricas. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de operações realizadas no País cresceu 90% nos últimos cinco anos. Só em 2013, foram feitos 80 mil procedimentos. Mais do que a disposição em se adequar aos padrões estéticos impostos pela cultura pós-moderna, as estatísticas revelam um problema de saúde pública que precisa ser discutido a fundo pela sociedade.
"Temos que analisar o fato do Brasil ser o segundo país do mundo que mais faz a cirurgia bariátrica sob duas vertentes. Primeiro, fazemos muitas cirurgias porque temos uma população muito obesa. Analisando sob esse aspecto, temos muitos pacientes obesos, infelizmente, consumindo muito e que acabam desenvolvendo muitas doenças. Enfim, é um problema de saúde pública. E o segundo ponto é que nós temos um programa de saúde que está conseguindo fornecer tratamento adequado para esses pacientes. Temos uma demanda muito grande, mas conseguimos operar um número significativo", avalia o presidente da SBCBM Paraná, cirurgião Antônio Valezi.
O tema foi um dos assuntos debatidos por cerca de 100 profissionais da área durante encontro estadual de cirurgia bariátrica que a entidade promoveu em Londrina no final da semana passada.
A maioria das cirurgias de redução de estômago realizadas no País envolve pacientes na faixa etária de 25 a 50 anos, mas a obesidade mórbida em adolescentes e idosos também é motivo de preocupação entre os especialistas.

Embora eficaz na maioria dos casos, a operação não é suficiente sem a colaboração do paciente. É preciso fazer reeducação alimentar e exercícios físicos

Em geral, é definida quando há o aumento de 50% ou mais do peso ideal de uma pessoa; é uma doença que armazena energia sob a forma de gordura

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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