O Brasil apresenta uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, segundo estimativas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça. O País tem o quarto pior desempenho do continente americano, atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela.
A OMS também estima que o número de mortos nas estradas em todo o mundo pode chegar a 1 milhão por ano até 2030. De acordo com a organização, essa projeção mundial de vítimas fatais de acidentes automobilísticos tem um peso maior nos países de baixa e média renda, grupo no qual se encontra o Brasil. "Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados", destaca o documento.
Entre as principais causas citadas estão a "regulamentação fraca, qualidade inadequada das vias e dos veículos e aumento do número de carros". Os acidentes automobilísticos são a nona maior causa de morte no mundo para a faixa etária entre 15 e 69 anos.
Os acidentes de trânsito são uma das ameaças ao aumento da esperança de vida em diversos países - embora o indicador tenha tido uma alta de cinco anos entre 2000 e 2015. Agora a média de vida global é de 71,4 anos. Esse foi o crescimento mais acelerado desde os anos 1960.
O relatório da OMS também enfatiza a importância da cobertura universal de saúde. "O mundo fez grandes progressos na redução de mortes prematuras causadas por doenças que são tratáveis e podem ser prevenidas", disse a diretora-geral da OMS, Margareth Chan.

Agência que tem por objetivo desenvolver ao máximo possível o nível de saúde de todos os povos

Campeã de acidentes na região com 45,1 mortes por 100 mil habitantes.

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