Brasil e México podem anunciar amanhã acordo de comércio de veículos
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terça-feira, 28 de março de 2000
Por Cleide Silva 
São Paulo, 29 (AE) - Brasil e México podem anunciar amanhã o acordo bilateral entre os dois países em bases diferentes daquelas inicialmente previstas pelo governo brasileiro para o setor de veículos. A principal delas será o limite de cotas de importação e exportação entre 40 mil e 60 mil unidades. O Brasil defendia o livre comércio.
Representantes dos governos e das montadoras dos dois países estão reunidos em Brasília desde quarta-feira e amanhã devem encerrar as discussões de um acordo provisório, com duração inicial de seis meses.
Os veículos deverão pagar 8% de imposto de importação. Hoje, a taxa é de 23% para os carros brasileiros que entram no México e de 35% para os mexicanos que entram no Brasil. A discussão inicial previa alíquota zero.
Pelo menos 11 mil veículos, a maioria da Volkswagen, estão parados no porto alfandegário do México aguardando a conclusão do acordo para serem nacionalizados naquele país. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, disse que, apesar das mudanças, o acordo é importante para ambos os lados. Ele prevê que os negócios com o México devem dobrar em um ano. Há dois meses, sua expectativa era de triplicar as vendas.
No ano passado, o comércio entre os dois países somou US$ 350 milhões, sendo que o Brasil exportou o equivalente a R$ 250 milhões e importou US$ 100 milhões. O acordo também vai estabelecer que o conteúdo local (percentual de peças fabricadas no próprio país) será de 50% a 60%.


