Brasil e FMI terminam segunda revisão do acordo
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Lu Aiko Otta 
Brasília, 23 (AE) - O governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concluíram hoje as negociações em torno da segunda revisão do acordo que proporcionou ao Brasil um empréstimo de US$ 41,5 bilhões. Foi o que anunciou o Ministério da Fazenda, por meio de nota à imprensa. A missão técnica, chefiada pela diretora-adjunta do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Teresa Ter-Minassian, encontra-se no Brasil desde o último dia 7.
Nessa etapa, o FMI avaliou o desempenho da economia brasileira ao longo do primeiro trimestre deste ano, além de fixar as metas indicativas e compromissos de desempenho para o segundo semestre de 99. Também foi analisado o cenário econômico brasileiro para o ano 2000.
"Esta segunda revisão do acordo será submetida à decisão dos diretores executivos do FMI na reunião marcada para o final de julho, em Washington", informa a nota do Ministério da Fazenda. Nenhum número foi divulgado. A Fazenda pretende tornar públicos os principais dados do acordo no final da próxima semana, segundo a nota.
A intenção é divulgar as projeções oficiais para dados como o Produto Interno Bruto (PIB), inflação, câmbio e balança comercial, além das tabelas do memorando técnico de entendimento. Nessas tabelas, estarão as metas indicativas e os critérios de desempenho - dados como resultado primário do setor público e volume da dívida externa do setor público não-financeiro, pelos quais é determinado se o Brasil está ou não cumprindo o acordo com o FMI.
O acordo com o FMI foi assinado em 13 de novembro e passou por uma primeira revisão entre o final de fevereiro e o início de março, quando foi totalmente reformulado em função da mudança na política cambial brasileira.
Do cenário pessimista feito no início do ano, pouco restará. A projeção para o desempenho do PIB em 99, por exemplo, era uma queda entre 3,5% e 4%, mas nessa nova versão a retração econômica ficará em 1,2%. A projeção de inflação para o ano cairá de 16,8% para 12%.


