Brasil é contra proposta de Summers para empréstimos
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Rita Tavares 
Washington, 13 (AE) - O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Caramuru, disse hoje que o Brasil é contra à proposta do Secretário do Tesouro americano, Lawrence Summers, de que o FMI só faça empréstimos de curto prazo a seus países-membros. O País é favorável a linhas de financiamento mais longas, de até dez anos, segundo ele.
"Embora sempre tenhamos sido simpáticos a Lawrence Summers, achamos, por outro lado, que é preciso linhas (de financiamentos) que permitam reformas estruturais nos países de longo prazo", afirmou o secretário da Fazenda.
Dentre os temas a serem discutidos nesse encontro de primavera do FMI, está a revisão das linhas de crédito da instituição. Ao contrário da mais de uma dezena de linhas existentes hoje, a tendência é a concentração em quatro ou cinco delas, de acordo com Caramuru. O Brasil defenderá revisões na Contigent Credit Line (CCL) que é considerada muito cara e não oferece facilidades para os desembolsos.
Em contrapartida, o Brasil é um defensor da Supplementary Reserve Facility (SRF), a linha de crédito utilizada pelo País no final de 98, quando do ápice da crise financeira internacional. "É uma linha que mostrou sua eficiência. Tanto que o Brasil pagou antecipadamente", afirmou Caramuru, acrescentando que a Coréia é outro caso de sucesso.


