Brasil e Argentina discutem propostas de regime automotivo
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 28 (AE) - Representantes dos governos do Brasil e da Argentina se reúnem amanhã (29) em São Paulo com dirigentes da indústria automobilística dos dois países para tentar concluir as bases do regime comum do Mercosul para o setor. O encontro será realizado no Ministério da Fazenda, a partir das 10 horas.
As duas entidades que representam as montadoras - Anfavea, do Brasil, e Adefa, da Argentina - já têm uma proposta, que deverá ser apreciada pelos dirigentes governamentais. O atual regime vence no fim deste ano e a proposta é criar regras de transição que vigorariam até 2003. A partir do ano seguinte, a proposta é que o comércio entre os países do Mercosul seja liberado.
Para o regime de transição, o presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, sugere o livre monitoramento das exportações e importações entre as empresas brasileiras e argentinas. Segundo ele, a cada período a ser estipulado, ambas as partes informariam aos respectivos governos o montante a ser exportado ou importado. O aval final seria dos governos, que poderiam controlar suas balanças comerciais. As importações de países fora do Mercosul seriam taxadas em 35% para veículos prontos e entre 14% e 18% para autopeças.
O presidente da Adefa, Horacio Losoviz, defende ainda que as montadoras com fábricas em operação nos países do Mercosul paguem somente metade da alíquota de importação, ou seja, 17,5%. O secretário de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Helio Mattar, será o representante do governo brasileiro nas discussões.


