As desigualdades sociais colocam o Brasil no 69º lugar do relatório sobre o desenvolvimento humano do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), divulgado ontem em 70 países e publicado em 14 idiomas.
O relatório deste ano, que só contempla as estatísticas de 162 países - doze ficaram fora da classificação devido à inconsistência de suas cifras -, situa a Noruega no primeiro lugar dos indicadores do Desenvolvimento Humano (IDH), seguida de Austrália e Canadá, que ano passado liderava a classificação.
Das variáveis que o PNUD leva em conta para este exame da política social e econômica brasileira - expectativa de vida, índice de escolarização e a renda per capita - só esta última sofreu uma deterioração entre 1998 e 1999, anos comparados no último informe.
Em um contexto regional, o PIB per capita superior e o maior índice de matrículas nas escolas e universidades no Brasil ‘‘não são suficientes para compensar as deficiências do país em expectativa de vida e na alfabetização de adultos’’, afirmam os autores do relatório.
A comparação dos indicadores mostra uma desproporção entre a renda per capita dos brasileiros e seu grau de desenvolvimento em saúde e educação. ‘‘Inclusive com um PIB per capita 25% menor que o do Brasil, o grupo de 71 países de renda média, por exemplo, tem uma expectativa de vida superior em dois anos além de uma porcentagem ligeiramente superior de adultos alfabetizados’’, diz o informe.
O relatório deste ano se refere aos avanços tecnológicos e levando em conta este aspecto elabora um novo índice. Neste sentido, Brasil se situa no lugar 43 de uma lista de 72 países estudados, nos quais se impõe o dinamismo no uso das novas tecnologias, traduzido em importantes pólos tecnológicos e numa forte indústria.
‘‘A difusão dos avanços tecnológicos, inclusive antigos, é lenta e incompleta e exclui grande parte da população’’, afirmam os autores.

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