Brasil é 105º país mais solidário
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Elizabeth Lopes<br>Agência Estado 
São Paulo - O Brasil caiu 15 posições no índice mundial de solidariedade que abrange 145 nações. O País saiu da 90ª para a 105ª posição e, pela primeira vez, não figura entre os top 100 no ranking, desde que ele começou, em 2009. A conclusão é do estudo anual da World Giving Index 2015, publicado pela Charities Aid Foundation (CAF), organização internacional sem fins lucrativos que promove a doação e a filantropia no mundo. O estudo foi divulgado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), ontem, em São Paulo.
O relatório mostra que cada vez menos brasileiros doam dinheiro ou tempo para ajudar boas causas, um possível reflexo da situação econômica do País, apesar de a quantidade de brasileiros que ajudaram pessoas desconhecidas ter aumentado no ano passado: de 40% em 2013 para 41% no ano passado.
O índice da CAF é um estudo anual realizado pelo Gallup que analisou, em 2014, a porcentagem de pessoas que doaram para caridade, dedicaram tempo de voluntariado e ajudaram um desconhecido no último mês: uma em cada cinco pessoas no Brasil (20%) afirmou ter doado dinheiro, menos do que os 22% de 2013 e a porcentagem mais baixa dos últimos seis anos.
Os brasileiros com 50 anos ou mais continuam os mais propensos a doar, apesar de o porcentual em 2014 ter caído 7 pontos percentuais (29%). Já a porcentagem das pessoas de 15 a 29 anos e de 30 a 49 anos que realizaram doações aumentou 2 pontos porcentuais, alcançando 12%. Conforme o estudo, 13% das pessoas no Brasil se voluntariaram, em comparação com 16% em 2013. A queda foi mais acentuada entre os homens.
Para a presidente do Idis, Paula Jancso Fabiani, é encorajador ver que mais pessoas jovens estão doando e que, mesmo em tempos econômicos difíceis, os brasileiros estão ajudando mais os outros. "Em virtude da situação econômica, é provável que as pessoas sintam que têm menos tempo e dinheiro para doar." O estudo constatou que Mianmar (ex-Birmânia) ficou em primeiro lugar no mundo em solidariedade, seguido de Estados Unidos, Nova Zelândia, Canadá e Austrália.


