São Paulo - Depois de três décadas de pesquisas, o Brasil entrou para o seleto grupo de países que dominam todo o processo de geração de energia nuclear, incluindo o enriquecimento do urânio, a mais complexa e importante fase da produção de combustível.
A primeira fábrica brasileira de enriquecimento de urânio em escala industrial acaba de se tornar realidade com a instalação de seus equipamentos, que devem começar a produzir ainda este ano, informou o diretor do Centro Tecnológico da Marinha, o contra-almirante Alan Paes Leme Arthou.
A produção de urânio enriquecido, que a Marinha aperfeiçoou durante dez anos até obter capacidade industrial, é considerada a mais complexa e estratégica fase da produção de combustível nuclear, que consiste em concentrar o urânio em mais de 0,7%, seu estado natural.
O sistema desenvolvido pelo Brasil é considerado o mais competitivo, hoje dominado comercialmente pelo gigante europeu Urenco (consórcio alemão-britânico-holandês) e por produções menores na Rússia e China, disse Arthou.
''França e Estados Unidos, que também participam do mercado internacional de urânio, o produzem por difusão gasosa, que gasta 25 vezes mais energia e economicamente está se tornando inviável'', continuou.

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