O Brasil poderá captar até US$ 500 milhões por ano com a venda de certificados de redução de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. A estimativa é do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que promoveu ontem uma reunião entre empresários e representantes do governo para debater o assunto, na Federação das Indústrias do Rio (Firjan). A regulamentação do mecanismo será discutida em novembro, na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, em Haia na Holanda. Um primeiro passo para se chegar a uma posição comum do Brasil foi dado ontem com a assinatura de um convênio entre CEBDS, Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce e Copene - Petroquímica do Nordeste. O convênio tem por objetivo o desenvolvimento da primeira etapa do projeto Formulação e Implantação de Sistema de Atuação Empresarial Brasileira em Mudanças Climáticas, que engloba a elaboração de um documento com a posição do empresariado brasileiro a ser levado para a reunião da ONU.

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