Brasília, 14 (AE) - Uma delegação de técnicos do Ministério da Agricultura, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento chega amanhã ao México para discutir um acordo tarifário bilateral para produtos agrícolas e industrializados. Entre os pleitos dos brasileiros, estão reduções a zero das tarifas do farelo e do óleo de soja. Atualmente, o farelo brasileiro paga 18% de alíquota no México, e o óleo paga 10%.
No ano passado, o Brasil exportou 100 mil toneladas de farelo para o México, gerando uma receita de US$ 20 milhões. Já as vendas de óleo foram praticamente nulas, segundo dados do Ministério da Agricultura. A expectativa de técnicos do ministério é de que, fechado um acordo com o País, as vendas de farelo dobrem e o Brasil também consiga incluir um pouco de sua produção local no país. Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo, outro item importante para o Brasil é o suco de laranja, para o qual a alíquota no México é de 23%. O secretário afirma, contudo, que os itens mais sensíveis da negociação na área vinculada à agricultura são couros, calçados, madeiras, papel e celulose. "São setores em que há sensibilidades do lado mexicano", afirmou Rosa.
Do lado brasileiro, a redução de tarifa dos setores de eletroeletrônicos, químicos e petroquímicos enfrenta resistência. "A preocupação é que indústrias americanas instaladas no México passem a inundar o mercado com esses produtos", diz ele.

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