Washington, 12 (AE-DOW JONES) - As economias da América Latina, que atualmente enfrentam problemas, deveriam procurar adotar políticas eficientes e abraçar a globalização, disse o governador do Fed de Washington, Roger Ferguson. "Os atuais problemas econômicos e financeiros do Brasil devem reforçar a importância da adoção de políticas fiscal e monetária eficientes e da melhora nas instituições que apóiam a atividade econômica", disse Fegurson durante apresentação na Associação de Bancos Internacionais da Flórida, em Miami.
"Graves problemas permanecem" na América Latina, disse. "Acredito que estes problemas serão solucionados mais facilmente por meio de contínua participação na economia global, ao contrário de volta a modelos de desenvolvimento econômico anteriores", afirmou Ferguson.
Os governos deveriam reagir mais rápido aos problemas econômicos do que fizeram durante a crise da dívida nos anos 80, um período em que a maior parte das políticas adotadas pioraram a situação econômica, acrescentou.
"Não posso afirmar que todos os problemas do final dos anos 70 e 80 desapareceram", seguiu Ferguson. "Na verdade, como está ilustrado nos atuais acontecimentos no Brasil, ainda há problemas para serem solucionados. Continua a ser importante para o Brasil a utilização de políticas macroeconômicas e estruturais, que restabeleçam a confiança e também assegurem aos cidadãos que a inflação não será retomada".
Ferguson disse que os países não deveriam evitar os mercados de capitais, mas utilizar de disciplina quando interagindo com eles. "Obviamente, os atuais problemas indicam que a participação nos mercados globais requerem disciplina política e estruturas institucionais confiáveis, as quais muitos países colocaram em prática e outros devem continuar a desenvolver. Evitar déficits no orçamento ou inflação alta pode não ser suficiente para combater as turbulências econômicas, disse Fegurson. "Os países devem adotar medidas para reduzir sua vulnerabilidade contra deslocamentos no sistema financeiro internacional, reduzindo níveis excessivos de dívida de curto prazo e elevando o grau de transparência e abertura, tanto no setor público quanto no privado", afirmou.
Ferguson disse ainda que os controles de capital devem ter isolado o Chile de disturbios econômicos, mas que os benefícios, de modo geral, não ficaram claros.

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