Manaus O governo federal descartou ontem ajuda oferecida por Canadá, EUA e Espanha para o combate aos incêndios florestais em Roraima os países ofereceram o uso de aviões. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, faltam pistas de pouso e água na região para as operações e o abastecimento das aeronaves estrangeiras.
''Nós estamos atuando (no combate ao fogo) com os meios que dispomos. Existe uma situação de dificuldade em relação à mobilização dos recursos mais sofisticados (as aeronaves estrangeiras) porque elas precisam de pistas de pouso, que não tem, e abastecimento de água'', disse Marina Silva em Manaus, onde foi participar de um encontro com secretários estaduais de Meio Ambiente.
Em 1998, quando Roraima perdeu 3.000 km2 de florestas nativas e áreas rurais, o governo também não aceitou o apoio estrangeiro. Na ocasião, os militares entenderam que a ajuda fomentaria a chamada internacionalização da Amazônia.
Desde janeiro, 100 km2 de mata e áreas de assentamentos já foram destruídos entre os municípios de Mucajaí (há incêndios nas localidades de Paredão, Roxinho e Apiaú) e Iracema. A mobilização para o combate ao fogo envolve 498 homens, incluindo soldados do Exército e dois helicópteros do Ibama.

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