Brasil deixa grupo de tolerantes na relação álcool e trânsito
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
Agência Estado 
São Paulo- Após a sanção da nova lei seca, o Brasil sai do grupo dos 20 países mais tolerantes em relação ao consumo de álcool por quem estiver dirigindo e vai para o grupo dos 15 mais rígidos, entre as 82 nações pesquisadas pela instituição norte-americana International Center for Alcohol Policies, que luta pela redução do consumo de bebidas alcoólicas. A lei 11.705, que entrou em vigor na última sexta-feira (20), prevê limite de 2 decigramas de álcool por litro de sangue - a partir desse volume o motorista é multado em R$ 955, perde a carteira e o carro é apreendido. Acima de 6 decigramas por litro (menos do que uma lata de cerveja), a infração é considerada crime, com pena de até três anos de prisão.
A pesquisa mostra que a legislação brasileira é mais rígida do que a de 63 países, que prevêem limite de concentração de álcool entre 3 e 8 decigramas por litro de sangue.
Entre os países da América do Sul, o Brasil tem a segunda legislação mais rígida - atrás apenas da Colômbia, que prevê tolerância zero de álcool. O Uruguai é o país sul-americano mais tolerante ao álcool, com limite de 8 decigramas por litro.
Na Inglaterra, onde o limite também é de 8 decigramas, a legislação obriga as pessoas a passarem pelo teste do bafômetro - caso se recusem, são obrigadas a permanecerem detidas por pelo menos 12 horas.
Outros exemplos recentes mostram a preocupação dos governos com o tema. Na França, onde o limite é de 5 decigramas, foi aprovada no mês passado uma lei que obriga todos os bares e casas noturnas a terem seus próprios aparelhos de bafômetro.


