Washington, 14 (AE) - O Brasil defende uma revisão sobre a representatividade dos países na direção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Hoje, segundo o representante brasileiro, Murilo Portugal, não há uma relação justa entre a importância econômica dos países e seu capital votante no Fundo, que se reflete em sua participação na gestão da instituição.
O Brasil, que tem menos de 1,5% de participação é, de acordo com Portugal, um exemplo de País com baixa representação. Há casos piores que o brasileiro, que tem cadeira cativa na instituição. A Argentina, por exemplo, é representada pelo Chile no FMI. A áfrica do Sul, por Angola. E o México, que no momento ocupa uma cadeira na direção da instituição, já foi representado pela Venezuela e até mesmo pela Espanha.
Um caso curioso é o da Coréia do Sul, que tem seus interesses defendidos pela Austrália.
Apesar desses disparates na representação dos países, o assunto não está em discussão no momento no FMI. Para uma alteração nestes critérios, seria necessária uma unanimidade entre os 182 países-membros da instituição.
"É preciso que se encontre uma forma para melhorar a representatividade", disse Portugal, que comandou uma negociação de quase 18 meses para conseguir que a participação do Brasil no Banco Mundial passasse de 1,5% para 2,1% no final de 1997.

mockup