Brasília, 26 (AE) - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, destacou há pouco, durante entrevista coletiva, que o Brasil cumpriu com folga de R$ 740 milhões a meta indicativa, acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), para o resultado primário do setor público consolidado, nos seis primeiros meses do ano. No período de janeiro a junho, o setor público consolidado (governo federal, governos regionais e estatais) apresentou um superávit primário, que exclui gastos com juros, de R$ 13,623 bilhões, enquanto o critério de desempenho esperado para o mesmo período, acertado com o FMI, era de R$ 12,883 bilhões.
Altamir Lopes destacou que o superávit de R$ 2,579 bilhões do setor público, no mês de junho, é o sexto resultado positivo consecutivo no ano. Ele observou ainda que no mesmo mês do ano passado, o setor público consolidado apresentou um déficit de R$ 3,0 64 bilhões. Lopes previu que a tendência para o segundo semestre será uma continuação de resultados positivos. Ele disse que o resultado que o Tesouro Nacional divulgou ontem, relativo ao mês de julho, de superávit primário de R$ 1,9 bilhão para o governo federal (Tesouro, INSS e Banco Central) dá uma indicação dessa tendência.
Segundo Lopes, "não existem perigos" para o cumprimento da meta com o FMI de superávit primário do setor público consolidado em 99 de R$ 30,185 bilhões. Lopes ressaltou, no entanto, que é preciso estar sempre "vigilante o tempo todo". O chefe do Departamento Econômico do BC observou ainda que o aumento crescente do superávit primário do setor público consolidado acumulado em 12 meses indica que o País está no caminho da trajetória do resultado de R$ 30,185 bilhões de superávit primário. No acumulado de 12 meses, terminados em maio
o superávit primário do setor público consolidado era de R$ 7 467 bilhões, saltando para R$ 13,109 bilhões no acumulado de 12 meses, terminados em junho.

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