Brasil comprará vacina para ser usada em 2010
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Agência Estado 
Brasília - O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, disse que a Pasta vai pedir suplementação orçamentária para financiar a compra de vacina contra o vírus influenza A (H1N1). O acordo com fabricantes internacionais deve ser finalizado na próxima semana, quando será apresentado oficialmente um plano específico sobre produção e aquisição de insumos contra a nova gripe.
Em junho, o Ministério iniciou entendimentos com um grupo de empresas estrangeiras que desenvolvem a vacina contra o vírus. O plano é que o produto possa ser usado a partir de 2010, numa eventual segunda onda. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, avisou que nenhum dinheiro vai faltar para os programas de combate à gripe.
Ainda não fechamos quanto será produzido no Brasil, quanto será importado, contou Guimarães. As negociações estão sendo feitas com a participação do Instituto Butantan, encarregado de produzir parte da vacina para o uso no País.
Guimarães adiantou que o imunizante não será indicado para toda a população. Deverão ter direito ao produto profissionais de saúde e pessoas que se encaixam no perfil de risco para agravamento da doença: menores de 2 anos, pessoas com problemas respiratórios, insuficiência cardíaca, obesidade mórbida e grávidas.
A produção da vacina começou a ser estudada por empresas internacionais tão logo a cepa do vírus foi identificada. Mas fabricantes deparam-se com dois problemas. O rendimento da vacina - feita a partir da inoculação de vírus em ovos de galinha - é menor do que a da gripe comum. E não há capacidade de suprir a demanda mundial. Não haverá vacina para todos, disse Guimarães. Ele observou que, pelas características específicas, a vacina provavelmente terá de ser aplicada em duas doses. O da gripe comum precisa só de uma dose.


