Pau, França, 18 (AE) - As esperanças de o Brasil conquistar uma vaga nas semifinais da Copa Davis de 1999 ficaram nas competentes raquetadas do francês Cedric Pioline. Com sua incontestável vitória sobre Gustavo Kuerten por 6/3, 6/4 e 6/4, ele marcou o terceiro e decisivo ponto da França no confrontro disputado em Pau. No jogo seguinte, Fernando Meligeni ainda honrou a equipe brasileira ao derrotar Sebastien Grosjean por 6/7 (5), 6/4 e 6/2, num jogo que não valia mais nada, mas determinou um resultado digno na final com 3 a 2 para os franceses. A boa campanha, porém, alcançando as quartas-de-final
poderá ajudar ao Brasil ganhar a condição de cabeça-de-chave no próximo ano. O presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, explicou que os critérios são diversos, como tradição na Davis, resultados e ranking dos jogadores. O dirigente acredita em boas chances. "Estamos há quatro anos consecutivos no Grupo Mundial, o que mostra tradição", explicou. "Chegamos às quartas-de-final e temos jogadores bem colocados no ranking, como Guga entre os 10 e Meligeni entre os 30."
O otimismo também fez parte da equipe brasileira. A derrota para a França, aparentemente, não deixou ninguém abatido. Os jogadores até festejaram com entusiasmo a vitória de Meligeni. E Guga estava descontraído e brincalhão na entrevista coletiva. O técnico e capitão Ricardo Acioly também estava satisfeito. "Acho que aprendemos muito neste confronto", disse. "A França tem muita tradição na Copa Davis, escolheu um piso conveniente para seus jogadores e acredito que fizemos uma boa preparação, mas, infelizmente, não conseguimos vencer, com o Pioline determinando a diferença."
Guga - Aparentemente desgastado pelo esforço dos últimos dias, Gustavo Kuerten não resistiu ao bom jogo de Cedric Pioline no jogo que determinou a vitória francesa. Guga praticamente não teve chances diante de um adversário que mostrou uma atuação impecável. O brasileiro, em todo jogo, só chegou a ter um break point, ou seja, chance de quebrar o serviço do adversário.
"Não acho que tenha jogado mal", garantiu Guga. "Acontece que o Pioline não deu uma oportunidade sequer", prosseguiu. "Estava inspirado." Guga chegou a aplicar 19 aces e teve 66% de aproveitamento de primeiro serviço. Mas nem assim ameaçou Pioline. O tenista francês jogou de forma consistente e inteligente. Sacou com precisão e subiu à rede para definir a maioria dos pontos em voleios bem colocados. E em 1h51 venceu a partida.
Agora Guga e outros jogadores da Davis, como Fernando Meligeni e Jaime Oncins seguem para Stuttgart, onde disputam a Mercedes Cup, torneio com US$ 1 milhão em prêmios. Os tenistas brasileiros só devem estrear na competição na quarta-feira. Guga
cabeça-de-chave número 1, é bye na primeira rodada e jogará com o vencedor de Magnus Norman e Franco Squillari. Meligeni é cabeça-de-chave 16 e joga com o ganhador de Gaston Galdio e um jogador saído do qualifying. Oncins só joga duplas na Alemanha. Enquanto isso, Andre Sá viaja para os Estados Unidos, disputa um torneio Challenger e depois integra a delegação brasileira nos Jogos Pan Americanos de Winnipeg, no Canadá.

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