Brasil busca vaga entre 4 maiores nações do tênis nos 100 anos de Davis
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quinta-feira, 08 de julho de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Pau, França, 09 (AE) - A Copa Davis é a mais emocionante e vibrante competição do tênis. Em nenhuma outra, a torcida tem tanta influência e os tenistas se sentem tão motivados. É a única também em que os jogadores defendem, oficialmente, seus países. E com as cores de vários povos, nesta semana, serão jogadas as quartas-de-final do Grupo Mundial. O Brasil busca uma vaga entre as quatro maiores nações do tênis, justamente na comemoração dos 100 anos de Copa Davis.
O Brasil vai jogar em Pau diante da França, a Bélgica recebe a Suíça, a Rússia terá a visita da República Eslovaca e num confronto histórico, em Boston, onde começou a Davis em 1900, os Estados Unidos, reforçados por Pete Sampras (fora da equipe des de 1997) enfrentarão a Austrália, desfalcada de Mark Philippoussis.
A chave do Brasil é para causar ansiedade em qualquer torcedor.
Depois de ter passado pelo enorme obstáculo, que foi vencer a Espanha em Lérida, o próximo confronto nesta sexta-feira, sábado e domingo, terá a França pela frente, com jogadores perigosos, mas sem a mesma força que representavam os espanhóis. O maior desafio será superar a rapidez da quadra, uma superfície de carpete, lisa e muito rápida.
Os jogadores franceses também não são grandes especialistas em quadras rápidas. Tanto é que o maior torneio que têm é Roland Garros.
Mas, a equipe da França assustou-se com a vitória do Brasil sobre a Espanha. Com medo de Gustavo Kuerten e depois ainda mais com Fernando Meligeni, nas semifinais de Roland Garros, a idéia foi criar dificuldades para os tenistas brasileiros.
A equipe da França fez jus ao direito de escolher as condições que julgou mais conveniente. O técnico e capitão, Guy Forget, pediu para a Federação Francesa de Tênis, uma quadra rápida, em ginásio climatizado.
Tudo para tornar o jogo o mais veloz possível e diminuir a força do jogo de Guga e Meligeni.
Estas condições levaram a equipe brasileira a realizar um estágio de prepração em Gstaad, na Suíça. Em uma cidade alta, 1 2 mil metros, em que a bolinha anda bem mais, e com treinos em ginásio e quadra de tapete, o técnico e capitão do Brasil Ricardo Acioly ficou satisfeito e confiante na possibilidade de conquistar uma vaga nas semifinais.
O Brasil não faz mistério na sua equipe. Gustavo Kuerten, número 5 do ranking, e Fernando Meligeni, número 27 são os titulares de simples. Guga e Jaime Oncins jogarão as duplas. Os dois formam uma grande parceria na Copa Davis e já estão invictos em sete confrontos disputados.
Na França, Cedric Pioline, número 23 do ranking, é o líder da equipe.
Seu companheiro de simples será Sebastien Grosjean, número 34. A dupla francesa, Olivier DeLaitre e Fabrice Santoro está entre as dez melhores do mundo. Apesar disso, o técnico francês, Guy Forget, faz suspense e disse que pode colocar Guillaume Raoux ao lado de Pioline, na dupla.
História - A comemoração dos 100 anos da Copa Davis levou a Federação Internacional de Tênis (ITF) a abrir uma exceção na regra da competição. O confronto Estados Unidos x Austrália terá de ser disputado na Austrália. Mas com a possibilidade de fazer uma grande festa em Boston, onde nasceu a disputa, houve inversão no mando de jogo. Os tenistas australianos reclamaram, mas venceu a força da tradição.
A Davis nasceu da idéia de um estudante de Harvard, Dwight Filley Davis, que em 1900 começou uma disputa entre países no Boston Longwood Cricker Club, mesmo local do confronto desta semana entre Estados Unidos e Austrália. Durante muitos anos, a competição tinha uma fórmula diferente. O campeão de um ano já estava classificado para a final do seguinte, esperando apenas pelo adversário. Hoje, são 129 países na disputa, divididos em Grupo Mundial, com as 16 melhores nações do tênis, seguidos pelos grupos zonais, geográficos, classificatórios.


