Brasil 'blinda' território amazônico
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
Agência Folha 
Manaus - O presidente Fernando Henrique Cardoso declarou ontem, no Centro Regional de Vigilância de Manaus, durante a inauguração do Sistema de Vigilância Aérea do Sivam, que tinha ''a honra de declarar que está ativado, a partir deste momento, o Centro de Vigilância Aérea do Sivam que é o Cindacta IV, que vai assegurar toda a estrutura de radares da região amazônica e, por extensão, a vigilância de todo espaço aéreo do território nacional'', disse o presidente.
O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, disse na cerimônia de inauguração do Sivam, que o alcance do Sistema é superior aos três Cindactas (Centros de Defesa e de Controle do Tráfego Aéreo Brasileiro) instalados em Brasília, Curitiba e Recife.
A abrangência dos Cindactas é 3,2 mil km2, enquanto que a do Sivam atinge 5,2 milhões de km2, ou seja todos os nove Estados da Amazônia Legal.
O ministro classificou a inauguração do Sivam como um fato político de ação de Estado em defesa da soberania nacional, resultante de uma política geo-estratégica para o país.
O ministro da Defesa afirmou que ''é imperioso'' que não falte recurso orçamentário para a conclusão integral do sistema, hoje com 75% de sua capacidade já implantada.
''Tenho certeza de que recursos orçamentários e financeiros não faltarão, e é imperioso que isso aconteça, para que não se frustrem as justificadas expectativas do país no sucesso do Projeto Sipam/Sivam', disse.
Segundo o ministro, entre outras peças do sistema, estão para ser concluídas as obras dos Centros Regionais de Vigilância de Porto Velho e de Belém, além de alguns equipamentos, como radares de controle aéreo, e de cinco aviões de sensoriamento remoto de vigilância aérea.
''A entrada do Sistema de Vigilância da Amazônia em operação técnico-operacional representa um divisor de águas'' para a Amazônia Legal, afirmou o ministro Pedro Parente, chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Parente disse que o Sivam é um projeto genuinamente nacional, fundamental e de relevância para garantir a soberania brasileira.


