Brasília, 29 (AE) - O governo brasileiro passa a assumir a liderança da coordenação operacional do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7). Essa decisão foi tomada hoje ao final do encontro dos países participantes do programa em Brasília. Com a mudança, a secretária da Secretaria de Coordenação da Amazônia, Mary Allegretti, acredita que o processo de preparação de novos projetos a serem financiados pelo PPG7 será mais ágil.
A secretária também prevê que com a coordenação dos brasileiros diminuirá o desequilíbrio entre as políticas que destroem a floresta e as que protegem. Com a ajuda dos países ricos, o governo brasileiro dará ênfase a atividades que não causam fortes impactos ao meio ambiente. Mary cita que hoje já se desenvolve o conceito de reservas extrativistas dentro do programa de política fundiária. Hoje também foi criada a Comissão de Coordenação Conjunta, composta pelos países "parceiros" - nova denominação para os doadores - governo brasileiro, incluindo representantes dos Estados que abrigam a floresta amazônica e a mata atlântica, além de organizações não-governamentais e o Banco Mundial.
A comissão de coordenação brasileira, também criada hoje
terá a sua primeira reunião em novembro. Em pauta, estão previstos a formação de um subprograma para tratar exclusivamente de Mata Atlântica. "O desmatamento nessa área é duas vezes maior que na Amazônia", informou Miriam Prochnow, da RMA (rede de ongs da Mata Atântica). Segundo ela, essa floresta também é rica em biodiversidade e possui espécies exclusivas, como o mico leão dourado e a bromélia, conhecida como poço de Jacó, que armazena dois litros de água em seu caule.

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