Atualmente, o programa Brasil Alfabetizado, do MEC, tem 1,3 milhão de pessoas matriculadas em cursos de alfabetização. Do total, apenas 205 mil têm mais de 60 anos, apesar dessa faixa etária concentrar 40% dos analfabetos do País. A maioria, 502 mil, tem entre 40 e 60 anos. Muitos começam, mas desistem.
O Brasil chegou a uma fase em que o estoque de analfabetos praticamente parou de aumentar, mas se manteve alto na população mais velha. Entre os mais jovens, o total de analfabetos caiu. Em 2007, apenas 56 mil entre 3 milhões de jovens de 15 anos chegaram a essa idade sem saber ler. Por isso, o ministério trabalha com a possibilidade de baixar para 7% a taxa de analfabetismo nos próximos dois anos. ''Uma taxa de 7% para um País com as características e a complexidade do Brasil seria bastante razoável; 4% seria excelente'', diz André Lázaro.
Uma taxa nacional assim, no entanto, manteria para trás os Estados do Norte e Nordeste. Enquanto no Sul 5,4% e no Sudeste 5,7% da população é iletrada, no Nordeste chega a 20% e no Norte, 10,8%. Em Alagoas, um quarto da população não sabe ler e escrever; no Piauí e na Paraíba, 23,5%. Em alguns municípios a taxa de analfabetos ainda passa de 50%.
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