Brasília, 23 (AE) O presidente Fernando Henrique Cardoso foi informado do atentado que matou vice-presidente do Paraguai, Luis Maria Argana, pelo próprio presidente paraguaio, Raúl Cubas Grau, por telefone, na manhã de hoje (23). Em seguida, Fernando Henrique convocou o ministro da Justiça, Renan Calheiros, para verificar que providências o Brasil poderia tomar para auxiliar o país vizinho.
O ministro Renan, então, recomendou à Polícia Federal que cercasse as fronteiras com o Paraguai para que, se fosse o caso, o Brasil pudesse colaborar com a elucidação e o esclarecimento do atentado.
O ministro da Justiça foi informado da morte de Argana pelo presidente Fernando Henrique, com quem se reuniu pelo menos duas vezes, para tratar do assunto. Renan Calheiros não soube explicar, no entanto, que se alguma reunião do Mercosul será realizada em função do incidente, já que existem cláusulas do acordo que impedem a violação da democracia.
O secretário Nacional de Direitos Humanos, José Gregori, "lamentou profundamente" o ocorrido. "Eu pensei pensei e tinha razões para isso, que a violência tivesse sido banida do continente, como método de atuação política", desabafou Gregori
que pediu rigor na apuração do caso.
"Espero que as autoridades paraguaias não percam um minuto enquanto não esclarecerem o episódio, levando às últimas consequências esse fato, que não pode se repetir", disse Gregori
acrescentando ter certeza que tudo que depender da consciência dos direitos humanos, que assegura já existir na América Latina, ela vai atuar no sentido de não só condenar o que houve, mas também ajudar a esclarecer esse crime.

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