Brasil ajuda Bolívia a combater dengue
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
A exemplo do que fez ano passado com o Paraguai, quando enviou quatro toneladas de larvicida para eliminar focos de Aedes aegypti moquisto transmissor da dengue em Ciudad del Este, o governo brasileiro vai ajudar a Bolívia a combater a doença na fronteira. O Brasil está preocupado com a possibilidade de a dengue chegar às cidades brasileiras de Brasiléia e Epitaciolândia, na fronteira com a Bolívia, e separadas daquele país apenas por uma rua e um rio.
O acordo de cooperação internacional, que inclui o envio de inseticidas, equipamentos e técnicos para a Bolívia, foi discutido ontem em Cobija, capital do Departamento de Pando, por representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) com as autoridades bolivianas. A Opas também está estudando a possibilidade de estender a cooperação internacional de combate à dengue a todos os países da América do Sul que têm focos da doença.
De acordo com a secretária de Saúde do Acre, Grace Rocha, que participou da reunião com as autoridades bolivianas, o objetivo é evitar que casos importados de outros países sul-americanos disseminem a doença no Brasil. O acordo prevê ainda o combate a outras doenças na fronteira, como é o caso da febre amarela silvestre. Vamos ter, daqui para frente, uma ação efetiva no combate de doenças na fronteira, disse a secretária.
O acordo entre o Brasil e a Bolívia para o combate à dengue na fronteira foi sugerido no dia 30 de janeiro pelo ministro da Saúde, José Serra, durante a reunião em Brasília com os secretários estaduais de Saúde para avaliar as ações do governo na erradicação de focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Manaus A Fundação de Medicina Tropical do Amazonas diagnosticou 19 casos de dengue hemorrágica nas últimas três semanas, em Manaus. Até então, não havia registros da doença no Estado. Uma menina de 10 anos morreu em conseqÜência da doença no dia 23. A partir daí, a fundação decidiu internar, no hospital de referência em epidemiologia, os pacientes com sintomas da hemorrágica. Cinco pessoas estão internadas no hospital uma criança e quatro adultos. Mais 53 pessoas, que apresentaram sintomas, são acompanhadas, em suas casas.


