Brasil admite na ONU ter 25 mil em escravidão
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segunda-feira, 08 de março de 2004
Agência Brasil 
Genebra- O governo brasileiro admitiu ontem em Genebra que ainda existem no país ''situações semelhantes à escravidão que afetam 25 mil pessoas adultas''. O embaixador Tadeu Valadares afirmou ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas que, ''apesar de termos eliminado a escravidão em 1888, calculamos em 25 mil o número das pessoas que estão atualmente submetidas a formas contemporâneas de escravidão, e vamos libertá-las, como fizemos com 5.400 pessoas em 2003''. Valadares integra a delegação brasileira, presidida pela secretária da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.
Existem no Brasil 20 milhões de analfabetos e a proporção é maior entre negros e índios, afirmou Douglas Martins Souza, também integrante da delegação brasileira, assegurando que o atual governo de Luiz Inacio Lula da Silva espera resolver estas desigualdades nos próximos três anos.
''As condutas racistas são definidas em nosso Código Penal como o impedimento, por preconceitos raciais, do exercício das liberdades civis e sociais, e vamos instaurar o princípio da igualdade racial, num projeto de lei encaminhado ao Parlamento'', acrescentou Douglas Martins Souza.


