Brasília, 29 (AE) - O ex-sócio do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes na empresa de consultoria Macrométrica, Sérgio Bragança, afirmou há pouco, em depoimento à CPI dos Bancos, que não teve contato com pessoas do governo nos dias que antecederam a desvalorização cambial.
Bragança assinou o termo de compromisso (juramento) de dizer a verdade à CPI e, a pedido do relator, João Alberto Souza (PMDB-MA), informou os números de todos os telefones que usava na época.
Bragança disse que foi apresentado uma vez ao economista Rubem Novaes, mas "não desenvolvia relacionamento" com ele. Disse também que não conhecia o presidente do Banco FonteCindam, Luiz Antonio Gonçalves.
O ex-sócio de Lopes na Macrométrica afirmou à CPI que desconhecia os termos de transferência das cotas do ex-presidente do BC na empresa Macrométrica. Bragança afirmou que, depois de Lopes ter entrado para o Banco Central, teve contatos com ele, mas negou que ambos trocassem idéias sobre a empresa de consultoria. "Não havia motivos para isso", declarou.

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