Bradesco Seguros desfaz parceria com Allianz e procura sócio
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 7 (AE) - A Bradesco Seguros aceitou desfazer uma parceria de 25 anos com a alemã Allianz e está à procura de um novo sócio estrangeiro. O presidente da seguradora, Eduardo Vianna, confirmou hoje que está em negociações "com algumas companhias", mas negou a venda do controle para a francesa Axa, um negócio que, segundo comentários de mercado, envolveria US$ 2 bilhões.
"Não sei de onde partiram estes comentários", disse Vianna. "Nunca abrimos mão do controle e não seria agora que iríamos fazer isto."
O rompimento com a Allianz foi "amigável", na definição do presidente da Bradesco. A companhia alemã, que fechou recentemente acordo com a AGF, decidiu fazer a empresa, que já atua no Brasil, sua única representante no País.
Na associação, o Bradesco detinha 50,7% das ações e a Allianz, 49,3%. Analistas de mercado comentam que a operação de rescisão do acordo envolve US$ milhões.
Como pretende ser um forte concorrente ao leilão do Banespa, previsto para este semestre, é natural que a estratégia do grupo Bradesco, que no mês passado comprou o Banco do Estado da Bahia (Baneb) por R$ 260 milhões, seja a de se capitalizar.
Vianna, que participou hoje de um almoço da Câmara de Comércio Americana oferecido à Superintendência de Seguros Privados (Susep), não quis entrar em detalhes sobre as negociações da empresa, alegando "sigilo comercial". Disse apenas que "não há nada amadurecido a ponto de se falar em preço".
"Nossas negociações não são somente com uma empresa e o acordo pode sair ou não", desconversou. As negociações, ainda segundo analistas de mercado, estão se desenrolando há quase dois meses e o maior empecilho a um acordo é justamente a questão em torno do controle acionário.
A Axa, como a Alianz está entre as cinco maiores seguradoras do mundo e pretende entrar no mercado brasileiro por meio de uma grande seguradora. Até o fim do ano passado, a Bradesco ocupava o primeiro lugar no ranking nacional.
A questão é que os alemães querem obter 51% de participação no capital da Bradesco e o grupo estaria resistindo a desistir da condição de controlador.


