São Paulo, 14 (AE) - A Fundação Bradesco, maior investidora privada em educação do País, está ampliando sua rede nacional de escolas gratuitas - acaba de inaugurar a 37ª, em Goiás -, com a proposta de aliar baixos custos a ensino de qualidade. Este ano, a fundação vai gastar R$ 95,7 milhões com seus 98,7 mil alunos. Isso representa cerca de 10% do lucro líquido de R$ 1 bilhão, registrado pelo Banco Bradesco no ano passado. Entre 1990 e 1998, o orçamento da fundação aumentou mais de 100%. Saltou de US$ 40 milhões para US$ 81 milhões.
"A máquina da fundação é enxuta; não temos de arcar com secretarias e ministérios", diz João Cariello de Moraes Filho, diretor da fundação, ao explicar que, como esse recurso chega diretamente às escolas, é possível manter a qualidade e aumentar o atendimento. Em 1990, eram atendidos 68,5 mil alunos. Dos 2.488 funcionários, 1.110 estão em sala de aula. A maior parte dos outros trabalha com supervisão e coordenação pedagógica. O resultado é que o salário mínimo do professor de 5ª série no Nordeste é R$ 1.467, mas pode chegar a R$ 2.081 no Sudeste.
O custo médio anual dos alunos da fundação nas Regiões Sul (R$ 922) e Sudeste (R$ 824) é mais próximo da realidade pública (cerca de R$ 710) do que da rede particular. No entanto, o desempenho dos alunos da fundação é melhor. Enquanto a taxa de aprovação no ensino médio (2º grau), em 1998, foi de 82,38%, a média nacional do sistema público, de acordo com o último Informe Estatístico da Educação Básica do Ministério da Educação (relativo a 1995), foi de 69%.

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