Braço-direito de Karadzik se declara inocente de crimes de guerra
Haia, 07 (AE-AP) - Momcilo Krajisnik, o suspeito de crime de guerra na ex-Iugoslávia mais importante sob custódia, declarou-se hoje (07) inocente de genocídio e outras atrocidades pelas quais é acusado em sua primeira aparição desde que foi preso por forças da Otan.
Krajisnik, braço-direito do ex-líder sérvio Radovan Karadzik, é acusado de ter "planejado, instigado, ordenado e cometido ou assistido" a matança maciça de milhares de civis não-sérvios durante a Guerra da Bósnia, de 1992 a 1995.
Em sua primeira aparição pública Corte Internacional de Haia, o sérvio bósnio negou categoricamente cada uma das acusações. "Não, não, não, não", disse.
O juiz britânico Richard May recusou um pedido de Krajisnik, que queria "dizer algumas palavras" em sua defesa. O juiz ressaltou que a primeira audiência é um procedimento formal, destinado apenas a ouvir do réu a resposta às acusações - culpado ou inocente.
Se considerado culpado, Krajisnik, de 55 anos, poderá ser condenado à prisão perpétua.
Os promotores de Haia consideram Krajisnik e Karadzic os mentores da campanha de "limpeza étnica" que obrigou muçulmanos e croatas a fugirem em massa das regiões norte e leste da Bósnia, que atualmente fazem parte da República Sérvio Bósnia. Karadzic está foragido.





