Rio - O Brasil precisará de ''um esforço especial'' para atingir as metas fixadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Declaração do Milênio, documento referendado por unanimidade pelos seus 189 países-membros. Entre os objetivos gerais da resolução estão reduzir em dois terços a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos, por meio da diminuição do índice de mortalidade infantil e da proporção de crianças de um ano vacinadas contra o sarampo. Como base para o cumprimento das metas, a ONU estabeleceu o período 1990 - 2015.
Pelas análises do IBGE, para cumprir integralmente a meta o Brasil terá de apresentar um índice de mortalidade infantil de 15,6 por mil crianças nascidas vivas em 2015 (46,9 em 1990 e 26,6 em 2004) e de 19,9 para os óbitos de crianças até cinco anos de idade (59,6 em 1990). As projeções, com base no desempenho dos últimos anos, apontam, no caso brasileiro, índices de 18,2 por mil para as mortes no primeiro ano de vida e 21,6 até os cinco anos.
Apesar de os indicadores projetados estarem relativamente próximos daqueles definidos na Declaração do Milênio, os pesquisadores do IBGE advertem que ambos só serão alcançados se o País der atenção especial aos programas sociais que direta ou indiretamente contribuem para a redução das mortes de crianças no Brasil e reduzir as constrangedoras desigualdades internas.
Ao reunir um grupo de países com características e índices semelhantes aos do Brasil, os pesquisadores concluíram que, ao contrário do que ocorre por aqui, o óbito nos demais países ocorrem basicamente por fatores endógenos, como complicações do parto, má formação fetal ou fatores hereditários, entre outros. No caso brasileiro a realidade é outra: o País integra o grupo de nações onde as mortes de menores de um ano de vida estão associadas a fatores sócio-ambientais, como diarréias, doenças infecto-contagiosas, desnutrição, desidratração e outras semelhantes.(Das agências)

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