BR reduz emissão de gás carbônico
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quinta-feira, 09 de novembro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Com a redução de 30% no desmatamento das florestas brasileiras -percentual que deve ser confirmado até o final do ano-, o País deixa de emitir 250 milhões de toneladas de gás carbônico. Esse foi um dos aspectos que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apontou como avanços obtidos a partir das políticas ambientais adotadas no atual governo. Ela participou, ontem, em Curitiba, de uma conferência do Programa de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O Brasil e outros países em desenvolvimento esperam uma compensação por esses esforços, disse a ministra. A delegação brasileira que participará da 12 Conferência das Partes da Convenção -Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-12), em Nairobi, no Quênia, levará uma proposta de compensação financeira para os países em desenvolvimento que obtiveram redução no desmatamento das florestas tropicais.
Segundo Marina Silva, que presidirá a delegação, a idéia é que países que conseguirem reduzir o desmatamento e, consequentemente, a emissão de gases, tenham acesso a crédito proporcional à redução obtida. Os recursos viriam de um fundo voluntário, alimentado pelos países ricos, e seriam utilizados em projetos de desenvolvimento sustentável.
O grande trunfo do governo Lula, avaliou a ministra, foi colocar as políticas ambientais como uma ação de governo, envolvendo 13 ministérios. Para ela, isso permitiu aliar conservação e desenvolvimento, citando como exemplo a exigência de licenciamento ambiental para investimentos no setor elétrico ou em obras de infra-estrutura.
A ministra destacou a obra da BR-163, que havia aumentado em 500% o desmatamento na região de Cuiabá (MT). Hoje a obra tem licenciamento, planejamento e o desmatamento, segundo ela, caiu em 91%. ''Até pouco tempo se pensava em mitigação dos impactos. Hoje, a idéia é a da sustentabilidade'', destacou.
Marina Silva não quis falar sobre sua permanência ou não no ministério, mas sua expectativa é de que ela ou seu sucessor consigam, no próximo mandato, consolidar as diretrizes traçadas. ''Acho que ninguém vai discordar de que é necessária uma política ambiental integrada'', afirmou a ministra.


