BR quer garantir até 2010 proteção da Amazônia
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terça-feira, 28 de março de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Brasil quer garantir, até 2010, a proteção de 50 milhões de hectares da Amazônia, como parte de sua contribuição para reduzir a taxa de perda de biodiversidade - foco da 8 Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), que termina sexta-feira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) calcula que, para assegurar a manutenção permanente dessas unidades que representam 10% da Amazônia é necessário dispor de um fundo com US$ 300 milhões.
Até agora, o aporte de recursos para esse fim, gerenciados pelo Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio) instituição privada de interesse público , é de US$ 11 milhões, dos quais US$ 1 milhão é originário de doação de O Boticário. O repasse, que será de US$ 200 mil por ano, nos próximos cinco anos, foi oficializado, ontem, pelo presidente da empresa, Miguel Krigsner, diante da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A doação forçará contrapartida de igual valor pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
A implantação das unidades de conservação (UCs), que envolvem cinco categorias de proteção integral, reservas biológicas, estações ecológicas, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável faz parte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), criado em 2002. Para criação e implementação das UCs, o Funbio já dispõe de doações que somam US$ 89 milhões, do GEF, da ONG WWF Internacional, do banco alemão KfW e da GTZ, também da Alemanha.
Para o secretário nacional de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, o grande diferencial do ARPA é dispor de mecanismo inovador o fundo de investimentos para garantir recursos a longo prazo. Isso permitirá que a proteção de 150 mil quilômetros quadrados de florestas criadas, até agora, sejam mantidas. A meta, segundo ele, é chegar a 200 mil km2 em unidades de conservação, até o final deste ano.
A expectativa da ministra Marina Silva é que a doação feita pelo Boticário primeiro aporte nacional do setor privado sirva de estimúlo para que o setor empresarial brasileiro se engaje à causa de proteção à biodiversidade. Em tom descontraído, a ministra provocou Krigsner a encontrar outros 50 empresários que se disponham a doar US$ 1 milhão, cada um.


