Tasso Marcelo/AE
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Mar poluídoMenino pula na Praia da Bandeira, onde houve vazamento de óleoA Petrobrás poderia ter evitado que o vazamento de óleo em uma de suas unidades, na Ilha do Governador (zona norte), se espalhasse pela Baía de Guanabara caso comunicasse imediatamente o acidente às autoridades. A informação estará no relatório técnico sobre o vazamento - ocorrido na madrugada de domingo - da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema).
O relatório deverá ser concluído hoje. O documento será base para a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, estipular o valor da multa cobrada da Petrobrás e da Empresa de Navegação São Miguel, proprietária da barcaça onde ocorreu o vazamento.
A Petrobrás e a São Miguel serão multadas, segundo Magioli, por poluir acidentalmente o mar com óleo e por omissão de informação. O analista ambiental e biólogo da Feema, Alberto Andrade, disse que a informação inicial divulgada pela Petrobrás foi de que apenas 20 litros de óleo haviam vazado. ‘‘Mais tarde eles falaram em 200 litros e à noite admitiram 2 mil litros’’.
O erro no cálculo da quantidade de produto despejado, segundo Andrade, impediu que se colocasse em prática o Plano de Emergência de Atendimento a Derramamento de óleo na Baía de Guanabara, programa mantido pela Feema e a Capitania dos Portos em parceria com as distribuidoras de petróleo. Quando acionado, o plano permite a retirada rápida do poluente, impedindo que se espalhe.
O plano, avalia Andrade, poderia ter evitado que cinco praias da Ilha do Governador fossem atingidas pelo óleo. O trabalho de limpeza das praias deverá ser concluído no final de semana. A Petrobrás instaurou sindicância para apurar o acidente.

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