Brasília, DF- O primeiro transplante de medula óssea com sangue de cordão umbilical no Brasil foi realizado ontem em São Paulo. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Sola, o paciente estava na fila havia um ano, esperando um doador compatível. As informações são da Agência Brasil.
''O primeiro transplante foi realizado em uma criança de 9 anos. Ela é portadora de leucemia linfóide aguda e, graças ao banco de cordão umbilical, foi possível ter uma amostra compatível.'' O cordão foi descoberto há duas semanas no Banco de Cordão Umbilical do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Segundo Sola, o Ministério da Saúde vai investir R$ 9 milhões por ano na criação da Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, a Brasilcord. O secretário disse que, ao armazenar 20 mil amostras, o número de casos atendidos será ampliado.
''Nossa meta é coletar quatro mil cordões umbilicais por ano. Com isso, em 5 anos, teremos na rede de bancos as 20 mil amostras de que precisamos para otimizar o potencial de atendimento.''
Cada amostra serve para uma pessoa de 50 quilos. Sola explicou que, para atender a pessoas de maior peso, é necessário fazer a combinação de cordões geneticamente compatíveis.
''Ligando duas ou três amostras compatíveis, você vai poder fazer o transplante em pacientes com peso mais elevado. Quando chegarmos às 20 mil amostras de cordão umbilical, estaremos próximos de assegurar a diversidade genética da população brasileira''.
Atualmente, 3.000 transplantes de medula óssea são realizados no Brasil. Desses, 1.100 são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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